Escola Superior de Educação Politécnico de Coimbra
ESEC Politécnico de Coimbra
A ESEC
Estudar
Investigar / Transferir
Menu secundário

Projeto BlueEyes

Pretende-se tornar o invisível visível para os cidadãos cegos, melhorando a mobilidade nos transportes urbanos de Coimbra, as visitas à Rota Bordaliana nas Caldas da Rainha e a circulação pedonal para acesso aos serviços dos edifícios públicos de Tábua. Os recentes avanços em tecnologias móveis e interação com Bluetooth LTE’Beacons levam-nos a criar 3 Living Lab, nestes municípios. A investigação irá estudar e explorar os aspectos da interacção humano-computador (HCI) e desenvolver um modelo de arquitetura para aplicações móveis sensíveis ao contexto alavancado por Beacons. A precisão de rastreamento exterior e interior, a micro localização sensível ao contexto, a adequada experiência do utilizador e a usabilidade das interfaces de interação são exemplos de eixos estratégicos desta acção.

Domínio Científico Principal: Ciências da Engenharia e Tecnologias
Área Científica Principal: Engenharia Eletrotécnica, Eletrónica e Informática

Parceria

Instituto Politécnico de Coimbra
Instituto Politécnico de Viseu
Monsters and Company – Soluções de Comunicação Lda.

Objetivos

O objetivo deste projeto é ajudar os cidadãos cegos a conhecerem o ambiente em que vivem, em que a navegação e a sinalização são cruciais para garantir a sua mobilidade e melhorar a sua qualidade de vida. Também sabemos que as pessoas com deficiência visual em novos ambientes sentem-se totalmente desorientadas e isoladas. Não é fácil para os cegos moverem-se de forma independente, sendo, por isso, vital garantir a sua mobilidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, hoje em dia, existem 285 milhões de pessoas com deficiência visual, dos quais 39 milhões são completamente cegos e 246 milhões têm deficiência de baixa visibilidade. Pretendemos, assim, melhorar a inclusão social desses cidadãos, recorrendo as soluções inovadoras de mobilidade para os auxiliar no seu dia a dia, utilizando um smartphone, sem a necessidade de nenhum hardware especial, e tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE). Assim, propõe-se uma investigação científica aplicada, envolvendo professores e alunos, apoiados em três Beacon Living Labs: Coimbra, Caldas da Rainha e Tábua, para estudar as tendências da interação humano-computador (HCI), investigando-se a experiência dos cidadãos num ambiente sensível ao contexto, contribuindo para o desenvolvimento de aplicações móveis com usabilidade adequada. Por outro lado, ir-se-á também estudar e desenvolver um modelo de arquitetura para aplicações móveis sensíveis ao contexto alavancado por Beacons; identificação dos pontos fortes e limitações dos Beacons em ambientes reais sensíveis ao contexto, com a app’s, que funcionam como um guia da cidade com rastreamento preciso e microlocalização sensível ao contexto em dispositivos móveis com BLE. Cada rede Living Lab terá iBeacons (Apple) e Eddystone (Google). Na cidade de Coimbra o Living Lab será implementado na linha 5 dos SMTUC (25 paragens e 5 autocarros) para apoiar a mobilidade dos cidadãos com deficiência visual na cidade de Coimbra. O sistema irá ajudar os deficientes visuais a chegar à paragem, sobre a aproximação de um autocarro, o seu número e carreira, ajuda para calcular a melhor rota para a carreira, e em caso de interrupção de carreira, os clientes serão informados. Dentro do autocarro, os invisuais terão informação com usabilidade áudio sobre as paragens e apoio à viagem, como mudança de carreira. Na cidade de Caldas da Rainha o Living Lab será sob a Rota Bordaliana, para apoiar a mobilidade dos cidadãos com deficiência visual. Esta é uma rota cultural dedicada a Bordallo Pinheiro, com peças à escala humana que integram um projeto de arte de rua urbana. Projetado para ser percorrida a pé, a Rota Bordaliana oferece toponímicas únicas e informações de episódios da vida de Rafael Bordallo Pinheiro e um pouco da história da cidade. Na cidade de Tábua o Living Lab será no centro urbano da vila, para ajudar o movimento pedestre dos cidadãos com deficiência visual, de forma a poderem circular mais facilmente e terem acesso aos serviços nos edifícios públicos.

Responsáveis

João Gilberto de Matos Orvalho (Docente ESEC)

Financiamento

Investimento elegível IPC: 135.000,00 €

Co-Financiado por: