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Apresentação

Aviso - 30 de junho 2018 | fecho da chamada de trabalhos.

Completa-se este ano meio século sobre o célebre estudo de Chapel Hill, que originou a formulação clássica do conceito e os estudos do agendamento tal como os conhecemos hoje. A demonstração por Max McCombs e Donald Shaw da capacidade dos media para influenciarem a projeção dos acontecimentos na opinião pública, estabelecendo um pseudo-ambiente potenciado pelos próprios meios de comunicação, criou a base para milhares de pesquisas ao longo das décadas seguintes, que atravessaram os desenvolvimentos sociais e dos media. Cinquenta anos cumpridos, os estudos do agendamento abrangem e aplicam-se a uma ampla gama de disciplinas académicas e contextos mediáticos.

Para celebrar e refletir o importante papel do agendamento nos estudos da comunicação e a sua importância na vida cívica, a Escola Superior de Educação de Coimbra, o CEIS 20, a Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação e o Grupo de Trabalho de Comunicação e Política desta Associação, organizam um Congresso dedicado ao debate da atualidade da ideia de agendamento, num tempo marcado por importantes desenvolvimentos tecnológicos, sociais e políticos.

Cinquenta anos de pesquisas e, sobretudo, década e meia de debate teórico e estudos empíricos sobre o agendamento na era da Internet, que balanço permitem sobre a atualidade de uma das teorias mais influentes do estudo da comunicação e dos media?

A partir de um conjunto de sessões plenárias, este Congresso seguirá três eixos principais:

1. os desenvolvimentos da noção de agendamento;

2. o agendamento na era dos novos media;

3. por fim, recuperando a célebre preocupação de Walter Lippmann materializada na ideia de pseudo-ambiente, as questões políticas associadas aos processos contemporâneos de definição da agenda.

Para além de painéis compostos por especialistas, são convidados a participar, através da submissão de propostas, investigadores que conduzam pesquisas em torno da problemática do agendamento. As áreas de interesse incluem, sem limitar, tópicos como:

  • a necessidade de orientação,
  • o agenda-setting na era nos novos media,
  • o agendamento intermedia,
  • o agendamelding
  • e, por fim, numa perspetiva da vida democrática, os perigos e as oportunidades das formas contemporâneas de agendamento.

Sugere-se também a ligação do agendamento a temas atuais dos estudos da comunicação e da política, como é o caso, entre outros, das notícias falsas, da pós-verdade ou dos algoritmos. Valorizam-se ainda abordagens que enfatizem o modo como as agendas dos media relacionam as perspetivas de comunidades de interesse (o bem comum) com os olhares e as experiências individuais, e como daí pode resultar uma representação coerente do mundo.