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Inspiring Alumni - Rafaela Silva e Pedro Oliveira (Língua Gestual Portuguesa)

Segunda, 23 Abril, 2018

"Não criem um projeto só vosso, envolvam a comunidade surda porque para se destacarem e conseguirem trabalhar na área, passa muito por procurarem novas oportunidades."

Comemora-se a 23 de abril o Dia Nacional de Educação de Surdos e aproveitámos a oportunidade para falar com dois diplomados em Língua Gestual Portuguesa pela Escola Superior de Educação de Coimbra. A Rafaela Silva e Pedro Oliveira são Intérpretes de Língua Gestual e além da interpretação de aulas participam em muitos outros projetos, desde a Música ao Teatro.

 

ESEC – Iniciaram o curso de Língua Gestual Portuguesa em períodos diferentes. Qual o vosso percurso profissional após a conclusão do curso?

Pedro: Eu entrei na ESEC em 2012 no curso de Língua Gestual. Tirei o curso e fiquei na ESEC a fazer interpretação de aulas, e é basicamente o que tenho feito. Tenho feito alguns outros serviços de interpretação em conferências, mas é muito raro.

Rafaela: Eu fui aluna no primeiro ano da licenciatura, entrei em 2005 e terminei em 2008. Nessa altura foi aberto concurso para Interpretes porque começaram a ingressar mais alunos surdos para a ESEC. Abriu concurso para intérpretes, eu concorri e fui uma das que foi selecionada. Trabalho na ESEC desde 2008, há dez anos. Para além do trabalho na ESEC, eu faço muitos outros trabalhos. Faço concertos, conferências, peças de teatro, acompanhamento de surdos a todo o tipo de serviços (desde finanças, tribunal), serviços para o Ministério da Justiça (Tribunal, polícia), consultas médicas e até casamentos. Sou intérprete também do Santuário de Fátima onde uma vez por mês faço interpretação da missa. Também “faço partos”. Gosto sempre de dar este exemplo, é uma história tão gira, porque eu acompanhei uma pessoa surda que estava grávida, acompanhei-a durante as consultas médicas e no dia do parto também lá estive, e como eram gémeas e foi uma cesariana, foi assim um parto um bocadinho… E estive na sala de partos, quase a desmaiar, foi muito giro e uma experiência muito engraçada.

 

ESEC- O que vos levou a optar pelo curso de Língua Gestual?

Rafaela: Eu já tinha tentado ingressar em Setúbal, porque na altura só existia lá o curso. Só que na altura eles tinham pré-requisitos, eu já tinha de saber a língua para poder entrar, e eu não sabia, porque não existia nessa altura (e continua a não existir) essa oferta formativa nas escolas. Quando eu estava no quinto ou sexto ano (não me recordo ao certo), lembro-me de ver na biblioteca um livro que tinha a Língua Gestual. Lembro-me de estar com uma colega a tentar comunicar com as letras do abecedário, e foi desde aí que ficou o gosto pela língua.

Pedro: Foi um acaso. Não era a minha opção e nem sabia da existência da Língua Gestual Portuguesa, não sabia o que era. Concorri para LGP para fazer a vontade à minha mãe, foi mesmo assim. O meu foco sempre foi teatro e estava convencido que ia entrar em teatro. Não entrei, entrei na segunda opção que foi em Língua Gestual Portuguesa e a minha mãe disse: - “Vai! Vais experimentar e ver como é. Se não gostares, vais mudar de curso”. Entrei, acabei por gostar e por me apaixonar por esta língua e levei o curso até ao fim.

 

ESEC- Que experiências enquanto alunos do curso e da ESEC gostariam de destacar?

Rafaela: Quando eu entrei no curso ainda era de quatro anos. Foi um pouco complicado porque no segundo ano, deram-nos a escolher terminar no ano seguinte ou fazer os quatro anos. E esse processo foi complicado (não por culpa da escola, porque foi uma imposição colocada por quem está acima). Se nós decidíssemos terminar no quarto ano, os que ingressaram depois de nós teriam de terminar no mesmo ano, porque já tinham a adaptação ao processo Bolonha. Mas eu acho que, acima de tudo, o que a ESEC sempre fez e continua a fazer hoje em dia, é promover os encontros com especialistas fora da Escola. Eu recordo-me que todos os anos participávamos numa conferência e conhecíamos muita gente. Conhecíamos alunos de outras escolas, pessoas surdas, intérpretes que já trabalhavam há algum tempo… e acho que isso foi muito positivo, esta interação fora das paredes da Escola. Acho que é bom para os alunos. Eu enquanto aluna não fiz Erasmus, fi-lo já depois, enquanto funcionária, e é uma experiência muito boa. Já tive três ou quatro experiências, e nós incentivamos sempre os alunos a fazer, porque é muito enriquecedor.

Pedro: Eu nunca fiz Erasmus, nem enquanto aluno, nem a trabalhar. A minha experiência ao longo do curso foi muito boa porque lá está: temos oportunidade de participar em várias conferências. Eu também estive em algumas fora da ESEC, e mesmo na ESEC há sempre conferências com oradores de outros pontos do país e até internacionais que nos dão uma perspetiva de como está a realidade na ESEC, como é que está noutras Escolas, ou até mesmo noutro país. Outra coisa boa é que, por vezes, há serviços e trabalhos nos quais podemos participar enquanto alunos. Eu lembro-me, por exemplo, que tive uma proposta da professora Neuza, estava eu no terceiro ano da licenciatura, para interpretar um Encontro Nacional de Surdos. Participei no Encontro, onde tinho trinta ou quarenta surdos à minha frente, não sou um intérprete profissional, mas estas oportunidades que nos vão dando, ajudam-nos a evoluir enquanto intérpretes e enquanto pessoas. Quando formos profissionais, quando terminamos o curso e formos para o mercado profissional já temos uma ideia do que vamos encontrar e não vamos tanto “a zero”.

Rafaela: Sim, mesmo em termos de estágio, na minha altura as coisas eram um bocadinho diferentes, porque agora os alunos têm obrigatoriamente que estagiar com um intérprete cooperante (no caso da interpretação). Mas na minha altura isso não era possível porque também não havia tantos profissionais. Uma coisa que eu penso que se tenta sempre proporcionar é a diversidade no estágio. Como é obrigatório estagiar com um intérprete, a maioria dos alunos vai para escolas (porque é onde os intérpretes, na sua maioria, estão a exercer). No entanto, quando vão para uma escola numa zona em que existe uma Associação de Surdos, os professores tentam sempre que os alunos façam umas horas numa associação porque, além de ser um trabalho diferenciado, encontram pessoas de todos os níveis. Na escola estão com alunos, e ali estão com pessoas de cinquenta anos que precisam de fazer um telefonema e recorrem ao intérprete da associação.

 

ESEC- Notam alguma evolução no apoio dado pelos profissionais da Língua Gestual Portuguesa?

Rafaela: Eu acho que sim. Pelo menos mais apoio em termos profissionais, porque se calhar antes, eles (surdos) já o tinham, mas recorriam ao amigo, aos filhos, e se calhar podem hoje retirar um bocadinho o peso a essa pessoa que não era, muitas vezes, profissional.

ESEC- São ambos do ramo de interpretação. Além de serem intérpretes nas aulas da ESEC em que outros projetos participam?

Pedro: Eu sempre tive uma paixão pelas artes, e já na licenciatura tive um trabalho que era a interpretação de uma música. Isso despertou-me bastante o interesse e no meu terceiro ano decidi fazer a interpretação de uma música e colocar o vídeo no Youtube. A recetividade foi muito positiva. Depois, voltei a interpretar outra música, e entretanto falei com a Rafaela sobre gravarmos uma música, e fazer um dueto. A partir daí nasceu o Projeto MusicSign. Começámos a interpretar cada vez mais músicas. Percebemos que a comunidade surda aceitava muito bem este projeto, pediam-nos mais músicas interpretadas. Assim, tentámos gravar cada vez mais, e melhorar também a qualidade do vídeo, que é algo importante. Não fazemos vídeos só porque sim, o objetivo também é atrair mais visualizações, uma vez que são vídeos que estão online para a comunidade surda.

Rafaela: Eu acho que este projeto nasceu assim de um acaso, e foi engraçado porque se estruturou quase sem nós darmos por isso. Como o Pedro disse, foi um convite, e a primeira gravação que nós fizemos foi na rua com uma câmara do CEMEIA. Nem tinha nada a ver com a ESEC, foi mesmo uma brincadeira. Só que foi tão partilhado nas redes sociais e as pessoas surdas gostaram tanto de poder colocar a mão em cima do computador, sentir a vibração e perceber a letra, que nos pediram mais. E então começamos a recorrer aos recursos que tínhamos aqui na Escola e, para além de continuarmos a utilizar o material do CEMEIA, fomos para o estúdio. A partir daí, foi um projeto que se desenvolveu sob a alçada da ESEC. Um aspeto importante foi termos envolvido uma pessoa surda no projeto que na altura estagiava na ESEC TV e que faz algumas edições dos vídeos. Foi mesmo um alinhamento dos astros para tudo isto acontecer. Como o Pedro estava a dizer, nós tentamos também que não seja só a língua. É também uma questão artística, porque pensamos no cenário, na edição, nos planos, nos gestos que vamos inserir, para que o trabalho seja fluído e para que a escolha dos gestos seja também artística, que não seja só como a interpretação de uma aula. Aqui nós temos mais liberdade para construir a língua de outra forma.

Pedro: Sim, porque tudo o que é música tem sempre uma história por trás, e nós temos de trabalhar e jogar um bocadinho com isso, senão fica apenas uma interpretação e não fica nada de especial.

 

 

 

ESEC- O Teatro Corpus também conta histórias através da Língua Gestual. Como é que surgiu essa vossa participação?

Rafaela: A nossa participação surgiu porque - lá está, da participação da ESEC em eventos fora da Escola -, a professora Joana convidou alunos para se inscreverem num workshop sobre teatro inclusivo, desenvolvido pela Voarte, uma associação artística de Lisboa, que trabalha também com atores que têm algum tipo de deficiência. Fomos a Lisboa, e a pessoa que ia dinamizar esse workshop era uma pessoa que trabalhava com teatro com surdos na Suécia. Conhecemos então a Josette, a grande impulsionadora do Corpus. Ela é a diretora do Tyst Teater, um teatro de surdos na Suécia e gostou tanto de trabalhar connosco que voltou uns meses depois à ESEC para vir trabalhar só com alguns alunos que ela tinha na altura escolhido para formar um grupo de teatro. Durante os dois ou três dias que estivemos com ela no Pólo 2 construímos uma peça. Criámos um grupo que ficou. Já tivemos alguns altos e baixos, é difícil porque o teatro tem – além de mim, do Pedro e da professora Joana, que somos já profissionais – apenas alunos de licenciatura, quer sejam surdos ou ouvintes. Os alunos vão saindo, e às vezes é um bocadinho difícil conseguir manter a estrutura do grupo, porque os alunos estão sempre a rodar. Neste momento estamos a trabalhar com uma aluna de teatro que felizmente aceitou o nosso convite e vai dirigir o grupo, porque nós somos apenas de Língua Gestual, nenhum de nós tem formação em teatro, tirando o Pedro que fazia parte de um grupo de teatro. Eu nunca fiz teatro na minha vida, portanto foi uma aprendizagem para todos nós. Nós contamos histórias com o corpo, e é aquilo que a Joana Nobre (a pessoa que nos está a orientar) diz: nós já somos artistas porque já trabalhamos com o corpo e então precisamos apenas de limar algumas arestas.

ESEC- Colaboram regularmente com a ESECTV o que  nos permite ter num canal nacional um programa que tem interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Em que consiste o vosso trabalho na ESEC TV e qual é que tem sido a recetividade?

Rafaela: A ESECTV começou há muito tempo, mas quando eu era aluna nós só fazíamos a parte do pivô, porque eramos alunas e demorávamos três horas só a gravar os pivôs. Ou seja, o que era dito pelo pivô era interpretado em língua gestual mas as reportagens não. Entretanto, o formato passou a estar online e os programas passavam na televisão sem interpretação e só online é que tinham intérprete. Depois, passaram a estar também na TV. Eu acho que, acima de tudo, a ESEC TV prima pelo formato que utiliza para o intérprete, e os comentários que eu já recebi foram muito nesse sentido. O intérprete não está dentro do quadrado e só isso dá-lhe mais liberdade, e está maior do que habitualmente é visto na televisão, ou seja, a visibilidade é muito mais fácil. O facto de o horário ter mudado também permite que mais pessoas assistam. Este trabalho é importante, apesar de não ser um programa de cariz informativo, é um programa cultural e permite às pessoas terem acesso a este tipo de informação.

ESEC- A comunidade surda vê com frequência o programa?

Rafaela: Eu penso que alguns, sim. Não sei se será um número muito elevado de pessoas, mas eu creio que alguns sim. Pelo menos por eu ter recebido comentários em relação ao tamanho do intérprete, é porque alguém viu. Mas eu acho que o impacto que tem na televisão é positivo e, neste momento, a TVI também já usa este modelo e eu acredito que foi baseado no da ESEC TV, porque foi a primeira.

ESEC - Que conselhos dariam aos atuais alunos de LGP para uma melhor integração no mercado de trabalho?

Pedro: Não se devem focar apenas em ir para as escolas porque são sempre os mesmos intérpretes fixos. Têm de tentar procurar novas oportunidades, fazer propostas a determinados serviços em que seja necessário um intérprete de língua gestual e não há, muitas vezes, por desconhecimento da profissão. Desafiarem-se um bocadinho e criarem projetos que envolvam a comunidade surda. Não criem um projeto só vosso, envolvam a comunidade surda porque para se destacarem e conseguirem trabalhar na área, passa muito por procurarem novas oportunidades.

Rafaela: O número de alunos surdos não tem vindo a aumentar e os profissionais que estão, são os que são necessários e com os anos de serviço que já têm, neste momento, é difícil um recém-licenciado conseguir integrar uma escola. Mas é como Pedro estava a dizer, há tanta coisa que se pode fazer, tantas propostas. Às vezes as entidades nem estão despertas para isso, mas depois até gostam. Eu sei que, por exemplo, há uma empresa aqui em Coimbra que propôs ao Turismo de Portugal que tivessem a interpretação dos seus vídeos em Língua Gestual. Eles gostaram ada ideia, nunca tinham pensado nisso, mas [a comunidade surda] é um público-alvo do turismo, também. Às vezes basta as pessoas terem ideias e as proporem. Eu já fiz um serviço de acompanhamento numa agência de viagens, porque a pessoa queria ir de férias e queria informações. E foi enquanto estagiária, até. Eu acho que é importante as pessoas serem criativas e quererem fazer outras coisas, também para mudar um bocadinho a mentalidade de quem está do outro lado, e que muitas vezes nem quer excluir as pessoas, é por nunca terem pensado nisso. Porque se ninguém exigir, se eu for por exemplo ao TAGV e sou surda, e for ver uma peça de teatro sem perceber nada, é claro que se calhar não vou. Mas também posso ir lá e dizer que gostava muito de ver esta peça, porque é que não a disponibilizam de forma acessível para mim? E se calhar o TAGV nunca tinha pensado nisso, e até pode ponderar esta situação. Lá está, envolver a comunidade surda é importante, mas acho que a comunidade surda também deve exigir mais. Porque muitas vezes nós podemos fazer propostas e criar projetos que também podem ser vistos como um interesse para nós porque nos dão trabalho. Aliar este tipo de trabalhos à comunidade surda e envolver as pessoas é importante porque eles são o público-alvo.

ESEC - No caso dos concertos de música, o curso de LGP também já participou em alguns. Estou a lembrar-me de um programa em que estiveram com os The Gift, não foi?

Rafaela: Sim, eles estiveram precisamente aqui no TAGV e nós estivemos a interpretar.

Também interpretámos o concerto da Né Ladeiras, no Conservatório. Depois ela fez um concerto solidário e ela quis incluir a língua gestual. Fomos 5 intérpretes, e fomos todos pro bono, foi voluntário. Mas também estávamos todos envolvidos na causa. Neste caso foi uma proposta do Conservatório, e a Né Ladeiras ficou sensibilizada que, quando deu o outro concerto, já foi ela própria a querer, já nem teve de passar por um intermediário. Muitas vezes a exclusão que existe, não é de propósito. É, lá está, está a correr bem e não se lembram que existe outro público que gostaria de assistir mas que tem outras necessidades.

Pedro: Nós criamos os nossos projetos exatamente para sensibilizar. Por exemplo, o MusicSign, quando são músicas portuguesas nós tentamos sempre enviar o vídeo para o artista para que eles percebam “É possível ter música em língua gestual’’. Quando eu fiz a peça de teatro Gisberta, estive a falar com o autor e ele nunca tinha imaginado uma peça de teatro toda em língua gestual ou com a presença de um intérprete. Por vezes, temos de usar os nossos projetos e ter as nossas ideias para sensibilizar os outros.

 

ESEC- Têm outros projetos pensados…

Pedro: Ando a pensar fazer outra peça de teatro com língua gestual, novamente aqui na ESEC.

Rafaela: Sim, é importante dizer que a peça Gisberta aconteceu na ESEC, a divulgação foi feita pela ESEC.

Pedro: Fui eu, a professora Joana, a Joana Nobre, e depois ainda tive outros alunos de teatro que nos ajudaram e colaboraram como assistentes de sala, técnicos de luz. Foi uma equipa mesmo da ESEC. Estou a pensar em dar continuidade.

  1. ESEC- Também participaram no livro “A princesa da terra, do mar e do céu”…

Rafaela: Da Princesa e do Bebé Perfeito. Já participámos em dois apesar de o Bebé Perfeito não ter sido editado pela ESEC. Foi tudo feito aqui na Escola. Mas nós fazemos tantas, tantas coisas e eu agora estava a lembrar-me de que, há uns anos, nós fizemos uma interação muito gira com o curso de Arte e Design. Também há esta articulação entre cursos. E há pouco tempo o curso de Comunicação Social também esteve a trabalhar connosco porque eles tinham muitos trabalhos de entrevistas e desenvolvimento de notícias e reportagens, e vieram falar connosco sobre o Teatro Corpus. No dia de LGP eles fizeram uma reportagem sobre esse dia, e acho que isso é giro, essa interação e esse trabalho conjunto que existe entre os cursos.

Pedro: E também o próprio apoio da ESEC. Propomos projetos que muitas vezes são aceites, mesmo com a colaboração de outros cursos e outros professores.

Rafaela: Também fizemos por exemplo o videoguia para a Biblioteca Joanina, foi possível também, além da ESEC ter autorizado, com o trabalho extra das professoras de interpretação - a professora Isabel que fez a adaptação do texto e a professora Neuza que fez todo o trabalho de preparação da interpretação – e tudo isso foi gravado no estúdio da ESEC TV, e os próprios elementos da ESEC TV e do CEMEIA foram connosco quando nós fizemos a visita à Biblioteca Joanina para depois perceberem como é que iriam filmar e que planos iriam usar. Lá está, trabalhamos muito em articulação com muitos elementos.

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