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Inspiring Alumni - Isabel Duque e Luana Pinho (Educação Básica e Mestrado em Pré-Escolar e Ensino do 1º CEB)

Quinta, 15 Fevereiro, 2018

“Uma alma de quem gosta de lutar por aquilo em que acredita!“

Isabel Duque e Luana Pinho têm percursos académicos e profissionais muito próximos. São ambas licenciadas em Educação Básica pela Escola Superior de Educação de Coimbra – ESEC onde realizaram também o Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico. Pelo caminho partilharam ainda experiências Erasmus ainda enquanto estudantes, primeiro no projeto internacional GO PRINCE- “Inclusive education in early childhood : developing good pratices”, que envolveu estudantes e professores de cursos de formação de educadores de infância e professores do ensino básico, oriundos de 6 países europeus (Turquia, Holanda, Dinamarca, Inglaterra, Lituânia e Bélgica) e depois um estágio numa Forest School em Esbjerg, na Dinamarca.

Atualmente são Educadoras em ambiente outdoor do Projeto Limites Invisíveis, promovido pela ESEC e Universidade de Aveiro e que tem como entidade gestora o Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola - CASPAE

 

Podem fazer uma descrição do vosso percurso profissional após a conclusão do curso?

Luana: Após o envio de currículo para várias instituições, abraçamos projetos muito distintos, com a certeza que eram apenas temporários. Cheguei a ir para Lisboa durante 3 meses para fazer a substituição de uma educadora.

Isabel: Eu estive a desenvolver a minha atividade em AEC’s do 1º CEB, tendo-me mantido sempre em contacto com a ESEC. Continuei a colaborar com o Doutor Fernando Martins em alguns artigos. Eu e a Luana também mantivemos o contacto coma Doutora Ana Coelho e Doutora Vera do Vale, que nos convidaram a integrar a equipa que organizou o Programa Intensivo de Erasmus – Go Prince – em Coimbra. Para nós foi uma honra, depois de termos usufruído de dois Programas de Erasmus com estas docentes, na Turquia e Bélgica, podermos colocar em prática alguns conhecimentos, retribuir a forma como fomos recebidas lá fora e, claro, encarámos este desafio também como uma oportunidade de mostrar a nossa gratidão pelas oportunidades que esta escola nos deu, em especial estas duas docentes.  

Foi mais ou menos nesta altura que a Doutora Ana Coelho começou a despertar a minha atenção para as forest school. Claro que me imaginei logo a desenvolver a minha vida profissional nessa área! Estava a Luana em Lisboa quando lhe disse “Lê isto!”. Como é óbvio, eu já sabia qual seria a reação dela!

Luana: Surgiu assim a oportunidade de fazer um estágio Erasmus+. Se eu já estava aliciada pelo conceito das forest school, por tudo o que a Isabel me foi falando e mostrando, depois de estar no terreno fiquei apaixonada pelo conceito.

Isabel: Quando fomos fazer o estágio que a ESEC nos proporcionou ainda não havia certezas nenhumas quanto à possibilidade de desenvolvermos o projeto ao nosso regresso a Portugal. Mas sabíamos que trazíamos muito conhecimento, que toda a equipa que se tinha formado era persistente e que todas juntas queríamos muito tornar este sonho realidade.

Luana: Foi o CASPAE, como entidade gestora que deu os primeiros passos “práticos” para que o projeto Limites Invisíveis saísse da nossa vontade para a nossa realidade.

Isabel: Sabemos que era um sonho, em especial da Doutora Ana Coelho e Doutora Vera do Vale de há muitos anos, mas rapidamente a Doutora Emília Bigotte do CASPAE, a Doutora Marlene e Doutora Aida Figueiredo da Universidade de Aveiro também se envolveram de corpo e alma. Uma alma que nós também temos. Uma alma de quem gosta de lutar por aquilo em que acredita!

Ao longo deste período, abraçamos outro desafio lançado pelo Doutor Fernando Martins – escrever um livro! Formámos um grupo de trabalho com o qual aprendemos imenso – Doutor Fernando Martins (coordenador do trabalho), eu e a Luana e, mais uma vez, a Doutora Ana Coelho e Doutora Vera do Vale. Foi já em 2017 que vimos mais esse projeto de sonho transformado em realidade! O resultado de muito trabalho está à venda: Educação Pré-Escolar e Literacia Estatística: a criança como investigadora.

A vossa formação na ESEC correspondeu às vossas expetativas?

Luana: Sinceramente mudaria algumas coisas, poucas… mas em muitos aspetos superou as expetativas.

Isabel: Ao nível das oportunidades que oferecem aos estudantes, não há nada a apontar (talvez o facto de muitos estudantes não aproveitarem, mas isso não é algo que dependa da escola e dos seus esforços). Penso que seria interessante haver uma maior articulação entre os docentes das diferentes unidades curriculares e entre essa equipa e a componente prática do curso. A teoria e a prática devem andar lado a lado, de braço dado. Uma não deve viver sem a outra e essa interdependência podia sentir-se melhor durante a etapa formativa, até para promover a compreensão nos estudantes da importância dessa relação teoria-prática no seu futuro profissional.

Quais os momentos/experiências do vosso percurso Académico que gostariam de destacar?

Luana: A oportunidade de participar nos programas Intensivos de Erasmus foi uma experiência que nos abriu os horizontes. Foi a oportunidade ideal para vermos em prática algumas das teorias e metodologias que estudamos. Tivemos também a oportunidade de ver outras realidades, de debater sobre os sistemas educativos de cada país. Foi extremamente enriquecedor.

Isabel: também destacamos a possibilidade de começarmos a escrever. Foi na Exedra, respondendo a um desafio lançado pelo Doutor Fernando M., que publicámos o nosso primeiro texto. Depois desse muitos mais vieram, o que chegou mesmo a culminar na publicação do livro! Enquanto escrevemos, investigamos, estudamos e, portanto, aprendemos! Mantemo-nos assim em constante formação. Este recurso da ESEC – a revista EXEDRA - pode ser um excelente veículo para os estudantes mostrarem os seus trabalhos e aprimorarem a faceta investigativa. Todo o profissional deve ser um investigador, um investigador das suas próprias práticas…

Isabel: Não posso deixar de destacar o reconhecimento que me foi feito na última gala da ESEC… Foi depois de terminada a minha formação, mas é o momento que reflete o espírito da ESEC, o de reconhecimento do esforço e da dedicação dos seus estudantes!

Quais consideram serem os pontos fortes do curso?

Luana: A proximidade dos docentes com os alunos, penso que é de destacar. O apoio constante e o incentivo para abraçar novos projetos. Tivemos docentes que nos desafiaram ao máximo, que acreditaram nas nossas capacidades.

Isabel: sem dúvida que, como é evidente ao longo de tudo o que já dissemos, foi a ESEC e os seus docentes que nos desafiaram a ir mais além e é a eles que temos a agradecer por tudo o que temos conseguido alcançar! Nós apontámos muito o nome da Doutora Ana Coelho, do Doutor Fernando Martins e da Doutora Vera do Vale, porque estão envolvidos de forma direta em projetos dos quais fazemos parte, mas houve outros! Há outros docentes fantásticos na ESEC. Docentes que nos desafiaram a fazer mais e melhor. Que nos olharam nos olhos e nos fizeram ir mais além, nos fizeram ser mais exigentes connosco próprias. Não podemos deixar de lhe agradecer! Somos atualmente, afinal, também o resultado de tudo o que nos fizeram aprender.

Quais as melhores recordações que guardam da ESEC?

Luana: Os momentos de partilha, de reflexão conjunta com colegas e com docentes. Aprendemos imenso.

Que sugestões gostariam de dar para melhorar a ESEC?

Isabel: Melhorar e aumentar as áreas verdes.

Que conselho dariam a um atual aluno de Educação Básica para uma melhor integração no mercado de trabalho?

Luana: Ser empreendedor, criativo, observar outras realidades, refletir e nunca desistir. Devemos lutar por um sistema educativo melhor e que tenha em consideração as reais necessidades de cada criança. São as crianças que têm de ser ouvidas, compreendidas.

Isabel: Acreditem…. Sempre!

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